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Como orar e como ensinar a criança a orar

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ORAÇÃO 

Dirigida a DEUS – Certa vez os discípulos pediram a Jesus que lhes ensinassem a orar. E Ele lhes mostrou um modelo que ficou conhecido como a “Oração do Pai nosso”… “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome” Mateus 6.9.  Quando Jesus inicia a oração modelo dizendo “Pai nosso que estás o céu” ele está nos dizendo que devemos orar a Deus. É comum vermos orações sendo dirigidas a Jesus, porém Ele mesmo nos ensinou a orarmos a Deus.

Feita em nome de JESUS – Em João 14.13- 14 Jesus orienta a pedir em Seu nome…. E diz “o que vocês pedirem em meu nome Eu farei”. Por isso você precisa ensinar as crianças a orar a DEUS e terminar a oração em NOME de JESUS.

Outra dica é só dizer “em nome de Jesus” para encerrar a oração para que essa frase não fique repetitiva e se torne um chavão, dito automaticamente depois de cada frase.

TIPOS DE ORAÇÃO

  • Oração de louvor e ações de graças

Em I Tessalonicenses 5. 16-18 o apóstolo Paulo dá algumas dicas importantes sobre a oração de louvor e ação de graças… “alegrar sempre no Senhor….. Orar sem cessar, ou continuamente e dar graças à Deus em todas as circunstâncias pois assim é a vontade de Deus”.

Antes de apresentarmos uma lista de pedidos a Deus devemos adora-lo, colocando-o no centro da nossa vida, sendo assim podemos adora-lo durante toda e qualquer atividade que fizermos. Os salmos são ricos em exemplos sobre louvor e adoração. 

  • Oração de confissão

O arrependimento e a confissão diária, regular é a maneira pela qual recebemos o perdão de Deus e mantemos a vida cheia do Espírito Santo. O Salmo 66.18 diz o seguinte: “se eu guardar a iniquidade em meu coração, o senhor não me ouvirá”. Seguindo o conselho dos salmos, os versículos 23 e 24 do salmo 139, diz o seguinte: “sonda-me ó Deus, e vê se em minha conduta algo te ofende”.  

Ao pedirmos a Deus para sondar o nosso coração precisamos dar tempo a Ele para nos mostrar quais atitudes devemos abandonar. Não podemos encurtar o tempo de confissão para chegarmos mais rápido à nossa lista de pedidos e necessidades. Nossa prática de confissão não deve ser superficial.

Oração de petição

Petição é o tipo de oração em que apresentamos a 

Deus nossas necessidades, nossos medos, nossos anseios. É importante que as crianças aprendam a pedir a ajuda de Deus em suas dificuldades e tristezas. Em João 16.24 Jesus nos incentiva a pedir algo a Deus  para que a nossa alegria seja completa.

É importante lembrar que o foco das nossas petições  pessoais esteja de acordo com as prioridades de Deus para nossa vida. Em Filipenses 4. 6-7 o apóstolo Paulo nos orienta a não ficarmos ansiosos por coisa alguma, mas pela:

  • oração
  • suplica
  • e ação de graças apresentarmos nossos pedidos a Deus. 
  • Oração de súplica 

A súplica vai além do simples pedido. Ela tem um sentido de urgência, de situação grave. O motivo que leva quem ora, a suplicar a Deus um favor é envolto em emoções fortes e muitas vezes lágrimas.

A súplica pode estar presente na oração de petição, quando quem ora o faz em favor de si mesmo, bem como na oração de intercessão, quando quem ora o faz em favor de outrem.

  • Oração de intercessão

É o tipo de oração que focamos as necessidades dos outros. É quando oramos por alguém. Tiago capítulo 5. 14-18 nos ensina sobre a oração de intercessão quando alguém estiver doente. 

A oração de intercessão deve permear toda a programação das campanhas de Missões, quer sejam Estaduais, Nacionais e Mundiais. Os líderes de crianças devem devem ensinar as crianças a orar em  favor dos missionários e dos que estão ouvindo o evangelho. Além de estarem cumprindo uma orientação de Jesus, quando Ele nos mandou rogar ao senhor da seara para que mande trabalhadores para a Sua seara. Orando pelo outro, a criança estará aprendendo a ser 

mais altruísta e menos egoísta.

ESPAÇOS PARA A ORAÇÃO

 Espaço da alma: oração silenciosa ocupa o espaço da alma e pode acontecer em qualquer lugar onde estivermos, porque não existe barreira entre nosso espírito e o Espírito de Deus. Durante um trabalho físico ou uma viagem podemos estar em oração. A esse respeito o apóstolo Paulo declarou em I Tessalonicenses 5.17 “orai sem cessar”, ou seja onde estiver. 

Espaço secreto ou reservado: Este é o tipo de oração feito de acordo com a orientação de Jesus de entrar no quarto e orar secretamente. É aquela oração com a presença apenas de você e Deus. Nesse caso a oração pode abranger todos os tipos:  o louvor e a gratidão, a confissão, a petição, a súplica, a intercessão.  Pode ser uma oração mais longa, pois você terá tempo suficiente para conversar com Deus sobre os vários assuntos que envolvem a oração; 

Espaço coletivo: geralmente esses espaços são em cultos e encontros. Nesses ambientes as orações devem ser dirigidas a Deus numa forma objetiva, curta e específica. Sendo assim, se o dirigente do encontro lhe pedir para dirigir a Deus  uma oração tendo como motivo a gratidão, dirija a Deus somente palavras de gratidão e agradecimentos relacionadas com o motivo do pedido e encerre, sempre em nome de Jesus.

CANTINHO DE ORAÇÃO

Como autora do material infantil de Missões Estaduais gosto de sugerir aos professores de crianças que montem no espaço do ministério infantil  um cantinho para oração, com tapete e almofadas para que as crianças tenham um lugar confortável para orar.

A personagem Olívia da Missão IOCO representa a ORAÇÃO e ela tem uma almofada de valor sentimental em que  ajoelha para orar à noite à beira da cama na hora de dormir. Você pode saber mais sobre a Olívia e sua almofada no livro  “O ANIVERSÁRIO DA OLÍVIA”, em breve à disposição na livraria da editora CBM no endereço https://www.livrariacbm.com.br

Seguindo a dica da Olívia, vocês que são professores de crianças podem fazem uma campanha com as famílias para que façam almofadas  para o cantinho de Oração das crianças.

É muito importante ensinar as crianças a orar do ponto de vista de Deus. Precisamos parar de ver a oração como uma forma de ter nossas necessidades supridas por Deus. A oração é muito mais. Ela é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus, para adora-lo, para conhecê-lo melhor. A oração é um instrumento pelo qual Deus age em nós e através de nós. 

A primeira coisa que você como líder de crianças precisa saber sobre a oração, é que antes de ensinar as crianças do seu ministério a orar, você precisa ter uma vida de oração. Pois a oração fará com que você tenha uma santificação cada vez mais profunda, tenha capacidade de ouvir a voz de Deus de maneira mais clara, tenha o  poder espiritual na sua vida e ministério aumentado…. porque oração é relacionamento com Deus e agindo assim você terá autoridade para ensinar as crianças a orar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa lista de tipos de oração podem ser etapas em uma mesma oração, quando esta for mais longa, realizada, segundo Mateus 6.6 que é aquela oração, à sós, em lugar reservado feita, com um tempo maior de encontro com Deus. E pode ser feita também de acordo com o objetivo. Por exemplo se o momento de oração for de louvor e adoração deve-se dizer apenas palavras que seja de adoração…..e terminar em nome de Jesus.

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Missão IOCO

 Missão IOCO  é um programa de ensino que tem como pilares os conteúdos bíblicos em quatro áreas específicas, que dão base à proclamação do evangelho pelas igrejas batistas. Esses pilares estão relacionados à:

  • PREGAÇÃO  do evangelho;
  • ORAÇÃO de intercessão;
  • COMPARTILHAMENTO, tanto do ensino, quanto de práticas do amor ao próximo;
  • CONTRIBUIÇÃO,  que faz parte do sustento financeiro da obra de pregação do evangelho, e manutenção dos compromissos das igrejas locais,  das Associações, da  Convenção Estadual e da Convenção Batista Brasileira.

COMO O MATERIAL DA CAMPANHA INFANTIL CHEGA ATÉ ÀS IGREJAS?

O Material da campanha é distribuído às igrejas via Gerência de Missões e Evangelismo da Convenção Batista Mineira por meio do material didático para ensino de Missões às crianças  disponibilizado no formato impresso e digital, com programação para cinco cultos, com histórias bíblicas, missionárias e ficcionais com os personagens da MISSÃO IOCO.  

COMOS OS PILARES DA MISSÃO IOCO SÃO TRANSMITIDOS ÀS CRIANÇAS ?

Para representar cada pilar, ir, orar, compartilhar e ofertar foi criado, conceitual e visualmente quatro personagens infantis:

  • Ícaro que representa o IR,
  • Olívia que representa o ORAR,
  • Carol que representa o compartilhar e o
  • Otávio o OFERTAR.

Além desses personagens que são protagonistas  das aventuras da MISSÃO IOCO existem outros relacionados a eles em questão de parentesco e amizades e que formam o elenco das histórias. Por exemplo, uma personagem de grande importância dentro da MISSÃO IOCO é a professora Elisa, porque é o professor que deve liderar o ministério de crianças.

A ideia da criação do material surgiu da necessidade de aprimoramento do Ensino Bíblico à crianças, juniores, adolescentes, jovens e adultos das igrejas batistas mineiras, tendo como objeto a Palavra de Deus – Bíblia e como fundamentação teórica os princípios deixados por Cristo de
IR, no contexto de fazer discípulos,
ORAR, no contexto da comunhão com Deus,
COMPARTILHAR a Palavra, no contexto relacional e
OFERTAR, no contexto de manter financeiramente, a igreja local e a obra batista para o crescimento da fé cristã.

Inicialmente quatro personagens na faixa dos 8 anos foram criados, conceitual e graficamente, formando a Missão IOCO com o fim de refletir, argumentar e propor ações capazes de influenciar as pessoas a um relacionamento mais profundo com Deus, com elas mesmas e com os outros.
 
Personagens/fundamentação
Os quatro personagens que formam a Missão IOCO, Ícaro, Olívia, Carol e Otávio são alunos da professora Elisa em uma das igrejas batistas em Belo Horizonte. IOCO é o direcionador dos temas que giram em torno da obediência ao chamado de Jesus para a prática da pregação, da oração, do ensino e da contribuição com bens, talentos e vida. Mateus 28.19-20; Mateus 9.38 e Malaquias 3.8-10.
­­No sentido conceitual, tomou-se como ponto de partida, a integração dos conteúdos que as crianças e outros, precisam em sua vivência e relacionamento consigo mesmos, com seus semelhantes e com Deus, a saber:
Aprendizagem bíblica e relacional
Aprendizagem Missionária
Prática no serviço cristão/evangelístico/missionário
Compartilhamento de experiências

Ícaro

Ícaro José da Silva Gregório é personagem protagonista e representante da letra I da Missão IOCO que simboliza o IR, no sentido do chamado ministerial missionário, pastoral e outros ministérios eclesiásticos e sociais que promovem o desenvolvimento da Igreja de Cristo e o crescimento do Reino de Deus. Nesse setor da Missão IOCO ele é  o herói, estando no centro da respectiva trama.

Ele tem sua vida impactada com a leitura do livro Aventura em um Fusca Azul e diante das experiências marcantes no campo missionário o que mais lhe chama a atenção é o fato de Elvira ter sido chamada por Deus para a obra missionária  quando criança, a mesma idade dele.

Familiares

  • Pai –  Delano Mesquita Gregório
  • Avô – Décio Gregório
  • Avó – Leila Mesquita Gregório
  • Tio – Delmo Mesquita Gregório
  • Primo – Otávio Silvano Gregório
  • Obs. Os avós moram na cidade de Matias Cardoso, Norte de Minas
  • Mãe – Yeda da Silva Gregório
  • Avô – Vicente da Silva Marques
  • Avó – Alzira Oliveira da Silva.
  • Obs. Os avós moram em Belo Horizonte

Yeda e Delano  são atuantes em sua igreja. Ele faz parte da diretoria e ela é líder do grupo  de mulheres, exercendo dom de liderança.

Jeito de ser: é um típico extrovertido preferindo a ação à contemplação, a tomada decisões de riscos à cautela. Ele prefere as decisões rápidas, mesmo correndo o risco de estar errado. Gosta de estar á frente de grupos.

Desejos e objetivos: Participar de projetos missionários locais como AVALANCHE e estaduais como INVASÃO e PESCADOR JOVEM da JUBAM (Juventude Batista Mineira) e ser um RADICAL, muito embora não tenha idade. Quer cursar Teologia e ser um missionário quando crescer. É um menino que gosta de estar rodeado de pessoas e se preocupa com a situação delas diante de Deus. Acredita na transformação de vidas pelo evangelho.

Aparência física: Aparência típica de um menino de 8 anos, com pele clara, cabelos e olhos escuros, usando roupas típicas de menino no dia a dia, acompanhadas do seu boné, que como diz sua mãe Yeda é uma “extensão do seu corpo”. Em ocasiões especiais gosta de usar roupa tipo esporte fino, mantendo sua postura ereta e elegante. Nessas ocasiões deixa o boné em casa.

Movimento/Ritmo, Jeito de falar: Tem fala rápida e gosta de atividades ao ar livre como nadar, brincar de peteca, futebol, vôlei, pique, pular corda. Tem facilidade em se expressar verbalmente e está aprendendo violão em sua igreja

  • Nível educacional: Terceiro ano
  • Ambiente social: Ícaro mora com seus pais em um dos bairros classe média de Belo Horizonte
  • Saúde: Tem intolerância a chocolate, com sintomas como a coceira no corpo, coriza, dificuldade respiratória e dor de cabeça
  • Pelo que acha valer a pena agir: Acha que vale a pena envolver as crianças da comunidade onde sua igreja está localizada para seguirem a Jesus.
  • O que sente vontade de mudar em sua vida: Gostaria de poder comer chocolate à vontade pois é para ele a delícia das delícias 
  • Do que sente falta: Sente falta de um irmão ou irmã.

Olivia

Olivia Ynoueoki do Amaral é personagem protagonista e representante do   primeiro O da Missão IOCO que caracteriza a ORAÇÃO. Nesse setor da Missão é a heroína, estando no centro da respectiva trama.

A parte do livro Aventura em um fusca Azul que mais encanta Olívia é onde relata o fato de D. Elvira Brum, avó da protagonista da história, orar por todos os netos muito antes deles nascerem. Quando Elvira estava para nascer sua vó dizia para Deus que se fosse um menino que Ele o chame para ser pastor e se fosse uma menina que a chame para ser missionária. A grande fé da boa senhora Elvira Brum é para Olívia uma motivação a mais à prática da oração.

Familiares

  • Pai – Claudio Andrade do Amaral
  • Avô – João Firmino Andrade
  • Avó –  Cleide Andrade do Amaral

Obs. Cláudio ficou viúvo quando Olívia tinha dois anos. Nesse tempo voltou a morar com os pais para que juntos pudessem cuidar da menininha da melhor maneira possível.

  • Mãe – Ayumi Ynoueoki do Amaral
  • Avô – Aguri Ynoueoki
  • Avó – Akemi  Ynoueoki
  • Tio Hugo Ynoueoki
  • Prima: Arina Ynoueoki (aluna do primeiro ano da professora  Valéria Cerqueira de Souza)
  • Madrasta – Débora Silvano do Amaral
  • Meio irmão: André Silvano do Amaral

Jeito de ser:  Mais para introvertida, prezando pela organização, exigência pessoal com a qualidade das tarefas realizadas

Desejos e objetivos: Deseja que as crianças tenham maior intimidade com Deus. Está sempre falando sobre a possibilidade de ampliar o espaço de oração montado pela professora Elisa na sua classe da igreja. Para isso sonha com  uma sala específica e aconchegante para oração. Gosta de escrever e quer ser professora  quando crescer.

Aparência física – Aparência típica de menina de 8 anos, corpo esbelto, com características orientais com olhos escuros e meio puxados. Pele clara, cabelos lisos e longos. A cor para os cabelos foi escolhida, seguindo orientações da “psicologia das cores” que remete a cor roxa à sabedoria, filosofia, sofisticação e contemplação. Tem a ver com o emocional e a religiosidade, transmitindo a ideia de profundidade espiritual, experiência que a intimidade com Deus é capaz de proporcionar através da oração.

Gosta  usar roupas confortáveis com calça comprida no dia a dia e vestidos românticos com laços e babados em ocasiões especiais.

Movimento/Ritmo/ jeito de falar – Fala de forma mansa, pronunciando bem as palavras.

Gosta de brincadeiras  calmas sem grande interesse em jogos ao ar livre, muito embora já saiba pular corda e nadar. Tem grande aptidão para jogos de tabuleiro. Brinca de jogar xadrez com seu avô João desde os 6 anos, recebendo muitos elogios dele. Está aprendendo a tocar flauta em sua igreja.

Nível educacional: terceiro ano

Ambiente social: Mora com seus avós paternos  “vô João” e “vó Clê” em um bairro tradicional de Belo Horizonte. Vó Clê tem o  abraço mais macio do mundo. Para ela essa é uma das vantagens de ser gordinha.

Após seu casamento com Débora Cláudio comprou um apartamento, no mesmo andar do prédio, em frente ao de seus pais, pois não queria ficar longe da menina nem tampouco leva-la para longe de seus avós. Débora e Claudio tiveram André Silvano do Amaral meio irmão de Olívia.

Sua mãe Ayumi primeira esposa de Cláudio faleceu quando Olívia tinha dois anos de idade. Seus avós sr. Aguri e sra. Akemi Ynoueoki moram em São Paulo, no Bairro da Liberdade à Rua Mituto Mizumoto.  São filhos  de imigrantes japoneses, vindos para o Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Sentem muita saudade de Olívia, porém compreendem que ela deve ficar perto do pai. Por isso fazem questão de recebe-la em suas férias escolares, quando juntos passeiam e não se cansam de ver a beleza do Jardim Oriental. A cada volta das férias ela está mais encantada com a cultura japonesa e gostando  um pouco mais de comer lamen.

Mania: Orar ajoelhada na almofada que sua mãe pintou e lhe deu de presente enquanto estava doente. Também tem mania de levar a foto de sua mãe, dentro da mala em todas as suas viagens.

Medos e inseguranças: Fica muito insegura diante da doença de parentes e amigos.

Do que ele sente falta: Sente falta da mãe. Apesar de ter três mulheres que se dedicam a trabalhar por sua felicidade ( as duas avós e a madrasta) sente saudade de ter mãe, mesmo sem se lembrar dela.

Pelo que acha valer a pena agir: envolver as pessoas num relacionamento intimo com Deus em oração

O que gostaria de mudar: Gostaria de mudar a dor que sente pela falta da mãe.

Carol

Maria Carolina Cerqueira é a personagem protagonista que representa a letra C da Missão IOCO que corresponde o COMPARTILHAR, não só o ensino da Palavra de Deus, mas  também a sua prática, através de bens materiais e espirituais. Nesse setor da Missão IOCO é a heroína, estando no centro da respectiva trama.

Diante de tantas experiências registradas no livro o que mais chama a atenção de Carol é o empenho que os missionários tiveram no ministério social desenvolvido nos campos uruguaios por onde passaram.

Familiares

  • Pai – Rafael Peixoto Lima
  • Avô – Antônio Albuquerque Lima
  • Avó – Melina Peixoto Lima (Mel)
  • Mãe – Valéria Cerqueira de Souza
  • Avô – Joel de Souza Freitas
  • Avó – Elza Cerqueira de Souza
  • Tia – Elisa Cerqueira de Souza

Jeito de ser:  Apresenta  características tanto extrovertida como introvertida, sociáveis e reflexivas, estando na área de classificação chamada ambivertido.

Desejos e objetivos: Quer cursar Nutrição e adora criar receitas saudáveis e alternativas, pincipalmente para quem apresenta restrições alimentares. Suas receitinhas, chamadas carinhosamente como “receitinhas alternativas da Carol”  fazem o maior sucesso entre os  amigos. Ela adora fazer boas ações. Até bombom de alfarroba e biomassa de banana verde fez  para o Ícaro, que tem alergia a chocolate e ainda passou a receita para Yeda, sua mãe. É garota simpática, amável, cooperativa, sempre atenta às necessidades das outras pessoas

Aparência física: Tamanho normal de menina de 8 anos com pele clara e estrutura corporal mais cheinha. Gosta de usar vestido e tranças como a personagem Dorothy do “Mágico de Oz”.  A cor para os cabelos foi escolhida, seguindo orientações da “psicologia das cores” que remete  as cores quentes, grupo do qual a cor ruiva, (laranja) pertence à transmissão de alegria, entusiasmo e energia, sensações que o ser humano experimenta quando ensina e quando aprende conteúdos tão relevantes quanto  a Palavra de Deus.

Movimento/Ritmo/Jeito de falar: é ativa, com fala rápida e voz alta quando está muito empolgada, motivo pelo qual leva sua mãe a lembra-la: “Carol fale baixo”! Gosta de cantar, de brincar ao ar livre como pular corda, nadar, brincar de peteca, amarelinha, futebol etc.

Nível educacional: terceiro ano

Pelo que vale a pena agir: É motivada pelo desejo de cooperar com as pessoas em suas  necessidades, envolvendo-se sempre em causas nobres. Também acha que vale a pena envolver as crianças da comunidade onde sua igreja está localizada em ensinos bíblicos como EBFs.

Ambiente social: É filha de pais separados, Valéria e Rafael. Mora com sua mãe e sua tia Elisa em Belo Horizonte que também é a professora de Carol, Ícaro, Otávio, Olívia e outras crianças na igreja onde frequentam.

Ama passar férias na casa dos avós. Gosta de comer os biscoitos da “vovó Elza” e colher ovos das galinhas  com “vovô Joel” na chácara em Matias Cardoso. Gosta , também do ambiente sofisticado da casa dos avós paternos, admirando a elegância da “vovó Melina”, chamando-a de “Mel”.  O que Carol mais gosta na casa de Mel e vovô Antônio em Manga é nadar na piscina, o que faz em companhia de uma das empregadas.

Quando seus amigos Ícaro e Otávio estão Matias Cardoso na casa dos seus avós, Mel os convida para brincar com ela. Juntos passam longas horas, ora na piscina, ora no campinho, jogando bola ou peteca.

Valéria cria Carol sem a presença física e ajuda financeira de Rafael que mora no interior. Veio morar em Belo Horizonte quando a menina tinha alguns meses de vida. É professora de primeiro ano Colégio Batista, onde Carol estuda.

Vovó Elza sabe fazer biscoitos deliciosos que Carol não cansa de comer quando está em férias. Vovô Joel é dono de um pequeno sítio perto da cidade onde gosta de levar Carol  todos os dias quando está de férias. Só não faz isso porque os avós paternos disputam, no bom sentido, a presença da menina em sua casa.

Rafael mora no interior na mesma cidade de seus pais. Apesar de não demonstrar nenhuma responsabilidade financeira em relação a Carol está aprendendo a amá-la, admirando a boa criação que Valéria lhe dá.

Vovô Antônio tem uma casa grande e linda com piscina, sala de jogos, quadra de vôlei, de basquete e um campinho de futebol no quintal. Mora na mesma cidade dos avós paternos de Carol. Tem grande admiração pela menina, apesar de não se sentir responsável financeiramente por ela. 

Melina gosta de ser chamada de Mel, até mesmo por seus netos. Não permite que Carol a chame de vovó. É mulher elegante, vaidosa e influente na sociedade de Manga cidade banhada pelo São Francisco no extremo norte mineiro.

Do que  sente falta: Sente falta da presença do pai

O que sente vontade de mudar em sua vida: Sente imensa vontade de se mudar para a cidade dos seus avós.

Otávio

Familiares

  • Pai – Delmo Mesquita Gregório
  • Avô – Décio Gregório
  • Avó – Leila Mesquita Gregório
  • Tios – Delano Mesquita Gregório
  • Primo – Ícaro José da Silva Gregório
  • Os avós paternos moram em Manga
  • Mãe –Ester Silvano Gregório
  • Avô – Jacob Silvano
  • Avó – Sarah Silvano de Sá
  • Tia – Débora Silvano do Amaral
  • Tio – Abraão Silvano de Sá
  • Primo – André Silvano do Amaral ( meio irmão da Olívia)

Jeito de ser:  Extrovertido

Desejos e objetivos:  Otávio é um garoto expansivo e desapegado dos bens materiais e faz tudo para contribuir com o crescimento do Reino de Deus. Quando chega época de campanha pró Missões procura sempre algo para fazer e ganhar dinheiro para ofertar. Numa delas vendeu seu vídeo game, colocando todo o dinheiro no cofre de Missões. Apresenta característica de alegria e bem estar, contagiando a todos do ambiente onde está. Poderíamos dizer dele que é a “alma da festa”.

Ambiente social: Mora com seus pais em Belo Horizonte. Seus avós  maternos Sarah e Jacob nasceram na capital de Angola, vindo para o Brasil na década de 70 recém-casados para estudar e trabalhar. Tiveram três filhos: Ester, Débora e Abraão. Moraram em Belo Horizonte e atualmente moram em São Paulo. Os avós paternos moram em Matias Cardoso, primeiro povoado de Minas separada da cidade de Manga pelo Rio São Francisco.

Aparência física: Altura típica de menino de 8 anos. Cabelos pretos  e cacheados, pele negra

Forma de se vestir: Gosta de se vestir de forma descontraída com roupas confortáveis, independente de serem novas ou velhas. Para ele isso não faz nenhuma diferença. Seu jeito distraído o leva a, de vez em quando, vestir a camiseta do lado do avesso. Diante da observação da mãe tem a resposta na ponta da língua: “Tô lançando moda”!

Movimento/Ritmo/jeito de falar: Gosta de jogos ao ar livre, festas e estar sempre cercado de pessoas. Fala com voz agradável,  sempre misturada com o riso. Está aprendendo a tocar bateria em sua igreja.

Do que ele sente falta: De ter os avós por perto, pois está distante de todos eles.

Nível educacional: terceiro ano

Condição que o estimula à ação: Na verdade sua energia vem das pessoas. Ele precisa estar rodeado de amigos onde brinca, conversa, ri e faz rir.

Familiares

  • Pai – Delmo Mesquita Gregório
  • Avô – Décio Gregório
  • Avó – Leila Mesquita Gregório
  • Tios – Delano Mesquita Gregório
  • Primo – Ícaro José da Silva Gregório
  • Os avós paternos moram em Manga
  • Mãe –Ester Silvano Gregório
  • Avô – Jacob Silvano
  • Avó – Sarah Silvano de Sá
  • Tia – Débora Silvano do Amaral
  • Tio – Abraão Silvano de Sá
  • Primo – André Silvano do Amaral ( meio irmão da Olívia)

Jeito de ser:  Extrovertido

Desejos e objetivos:  Otávio é um garoto expansivo e desapegado dos bens materiais e faz tudo para contribuir com o crescimento do Reino de Deus. Quando chega época de campanha pró Missões procura sempre algo para fazer e ganhar dinheiro para ofertar. Numa delas vendeu seu vídeo game, colocando todo o dinheiro no cofre de Missões. Apresenta característica de alegria e bem estar, contagiando a todos do ambiente onde está. Poderíamos dizer dele que é a “alma da festa”.

Ambiente social: Mora com seus pais em Belo Horizonte. Seus avós  maternos Sarah e Jacob nasceram na capital de Angola, vindo para o Brasil na década de 70 recém-casados para estudar e trabalhar. Tiveram três filhos: Ester, Débora e Abraão. Moraram em Belo Horizonte e atualmente moram em São Paulo. Os avós paternos moram em Matias Cardoso, primeiro povoado de Minas separada da cidade de Manga pelo Rio São Francisco.

Aparência física: Altura típica de menino de 8 anos. Cabelos pretos  e cacheados, pele negra

Forma de se vestir: Gosta de se vestir de forma descontraída com roupas confortáveis, independente de serem novas ou velhas. Para ele isso não faz nenhuma diferença. Seu jeito distraído o leva a, de vez em quando, vestir a camiseta do lado do avesso. Diante da observação da mãe tem a resposta na ponta da língua: “Tô lançando moda”!

Movimento/Ritmo/jeito de falar: Gosta de jogos ao ar livre, festas e estar sempre cercado de pessoas. Fala com voz agradável,  sempre misturada com o riso. Está aprendendo a tocar bateria em sua igreja.

Do que ele sente falta: De ter os avós por perto, pois está distante de todos eles.

Nível educacional: terceiro ano

Condição que o estimula à ação: Na verdade sua energia vem das pessoas. Ele precisa estar rodeado de amigos onde brinca, conversa, ri e faz rir.

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O Exemplo de Xaxá

Na Floresta Colorida Xaxá, a capivara, ensina que respeitar todos, grandes e pequenos, deixa a floresta mais feliz e unida.

Na Floresta Colorida, Xaxá, a capivara, amava brincar com todos os bichos: grandes, pequenos, velozes ou vagarosos.

Um dia, o rei Gambá resolveu fazer uma grande festa, mas foi logo avisando:

— Somente convidados especiais vão entrar na festa do lago!

Xaxá viu que muitos bichinhos ficaram tristes porque só os  considerados “importantes” podiam ir. A joaninha Aninha começou a chorar no seu canto.

— Por que você está triste, pequena amiga? — perguntou Xaxá.

— Ninguém lembra dos bichinhos pequenos — respondeu a Aninha com a voz fininha.

Xaxá teve uma ideia: vamos fazer a nossa festa. Os outros bichos se juntaram a ela e logo, joaninhas, formiguinhas, sapinhos e até as borboletas estavam se divertindo a valer na festa mais legal que já que aconteceu na Floresta Colorida.

O rei Gambá não gostou, mas ninguém ligou. Naquela noite, todos aprenderam a respeitar cada morador da floresta.

Frase para discussão:

“Quando respeitamos todos, cada encontro vira uma grande festa de alegria.”

Virtude: Respeito

Versículo: “Assim, em tudo, façam aos outros o que querem que eles lhes façam.” (Mateus 7.12a)

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Bento, o Sapo Solidário

Bento ajuda um passarinho triste a construir um novo ninho e descobre como é bom ajudar quem precisa.

Virtude: Compaixão

Oposto: Indiferença

Versículo: “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.” (Romanos 12:15)

História

O sapo Bento gostava de cantar nas noites de chuva.

Certa vez, viu um passarinho chorando: a chuva forte derrubou seu ninho.

— Precisa de ajuda? — perguntou Bento.

— Não posso reconstruir, estão proibindo montar ninho perto do lago — soluçou o passarinho.

Bento pensou: a corte não liga para o sofrimento do bichinho. Então, chamou os amigos: formigas, capivaras, até uma preguiça. Todos ajudaram.

— Juntos podemos reconstruir seu ninho, rapidinho! — disse Bento.

Os guardas reclamaram, mas com a ajuda de todos, o ninho ficou pronto, e o passarinho sorriu outra vez. Bento entendeu: ajudar é mais importante do que seguir regras cruéis.

Frase para discussão:

Quando ajudamos quem está triste todos se alegram.

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A Formiga Que Não Desistiu

Uma formiguinha bate na porta da corte, pedindo justiça. Ela mostra que, com perseverança, até um animal bem pequeno pode fazer diferença.

Virtude: Perseverança

Oposto na Corte: Desânimo, desistência

Versículo: “Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças…” (Isaías 40.31)

História

A Formiguinha Lili percebeu que uma nova regra da corte atrapalhava os bichos pequenos em seu trabalho. Ela foi ao tribunal pedir mudança, mas o juiz Jabuti fingiu nem ouvir. Lili ficou triste, mas pensou:

— Não vou desistir! — e contou a outros bichinhos sobre o problema. Logo, várias formigas, sapinhos e borboletas se uniram. Eles começaram a falar, escrever bilhetinhos, pedir ajuda aos animais maiores.

Um dia, para surpresa de todos, Lili entrou com um grupo enorme no tribunal.

— Senhor juiz viemos juntos porque juntos somos fortes! — disse.

O juiz não pôde ignorar. Desde então passou  a ouvir os bichos pequenos.

Frase para discussão:

“Quando não desistimos outros vêm nos ajudar.”

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O Plano de Zico

Virtude: Honestidade

Oposto: Trapaça/disfarce

Versículo:

Sinopse – Zico, o mico-leão, usa sua esperteza para ajudar os bichos a descobrir uma trapaça oficial, ensinando que honestidade é mesmo uma grande aventura.

História

No reino da Floresta Colorida, a corte da Rainha Urubu decidiu controlar todas as sementes para o plantio. Eles falavam para todos:

— Só quem comprar nossas sementes terá frutas na próxima estação, porque elas são as melhores.

Mas Zico, o mico-leão, era muito curioso. Ele percebeu que havia duas sacolas: uma cheia de sementes bonitas e outra, de sementes marchas.

— Por que a corte está trocando as boas sementes pelas ruins? — murmurou Zico.

Na praça da floresta, os bichos ficaram desconfiados com a aparência das sementes.

Zico, com seu jeito travesso, resolveu agir. À noite, ele chamou seus amigos:

— Escutem, vamos mostrar a todos como são as sementes de verdade!

Eles prepararam um plantio coletivo: metade com sementes da corte, metade com as encontradas por eles na mata. Dias depois, as sementes boas nasceram fortes, e as da corte não nasceram.

No grande dia da reunião Zico se colocou diante de todos:

— Amigos, vale a pena ser justo com todos. Sejam honestos e desconfiem dos que tentam nos enganar!

A Rainha Urubu tentou disfarçar:

— Foi um engano! Só um pequeno erro!

A partir de então todos os bichos passaram a adquirir só sementes de quem era honesto.

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CONTOS DA FLORESTA

O Jumento Zé e o Leão Cássio

Provérbios 26:4: “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.”

Sinopse da História

Na vibrante Floresta Colorida, o barulhento e arrogante Jumento Zé cruza o caminho do sábio Leão Cássio. Ao invés de reagir à insolência do Jumento, o Leão demonstra grande Discernimento, afastando-se calmamente. A professora Raposa Flora explica aos animais que o discernimento é a sabedoria de saber quando agir e quando se afastar de algo inútil.

Flora contrapõe o discernimento com a arrogância ensinando a todos o valor da paz, da inteligência e do respeito mútuo.

Na Floresta Colorida, vivem muitos animais especiais. A Coruja Olívia sempre sabe ouvir, a Sabiá Clarissa que enche o ar com sua voz melodiosa, o Macaco Bartolomeu que anima a todos com suas piadas, a Tartaruga Benedita que conta histórias antigas, o Coelho Lebret que escreve para as redes sociais, as Formigas Migas que trabalham unidas, e a Raposa Flora, a professora mais perspicaz, que vê o potencial de cada um.

Um dia, o Jumento Zé, entrou na Floresta de forma muito barulhenta, falando sem pensar, achando que sabia mais do que todo mundo:

— Saiam da frente! O grande Jumento Zé está passando! — gritava ele, assustando um grupo de borboletas cintilantes e quase atropelando as Formigas Migas que carregavam folhas para o formigueiro.

Todos se desviaram em silêncio, deixando o Jumento Zé passar.

— Ih, parece que alguém acordou com o casco esquerdo! — falou o Macaco Bartolomeu, balançando em um galho, mas o Jumento Zé nem ouviu.

Zé seguia seu caminho todo esnobe e de repente, se viu diante do Leão Cássio. Cássio era o rei da floresta, por sua força e também, por sua grande sabedoria e serenidade. Ele observava o rio, quando o Jumento Zé, sem hesitação, abriu a boca e grasnou com sua voz estridente:

— Ora, ora, se não é o Rei Cássio! Saia do meu caminho! Eu estou com pressa e não tenho tempo para realeza preguiçosa!

O Leão deteve-se por um instante. Seus olhos dourados encontraram os do Jumento Zé. Os outros animais assistiam de longe – a Coruja Olívia no alto de uma árvore, o Coelho Lebret com sua caderneta na mão, e a Raposa Flora com um olhar atento – prenderam a respiração. Eles sabiam que o Leão Cássio poderia facilmente dar uma lição no Jumento.

Mas, para a surpresa de todos, o Leão Cássio apenas suspirou suavemente virou as costas para o Jumento Zé e prosseguiu seu caminho, sem dizer uma palavra.

O Jumento Zé ficou lá, parado, com uma expressão confusa:

— Ele não vai fazer nada?

Depois que o Leão Cássio se afastou, a Raposa Flora, aproximou-se do Jumento Zé e dos outros animais. — Viram o que aconteceu? — perguntou ela, com um sorriso gentil. — O Leão Cássio nos deu uma grande lição sobre Discernimento.

O Coelho Lebret já estava anotando tudo.

— O que é discernimento, professora? — perguntou ele.

— Discernimento — explicou a Raposa  — é a capacidade de saber o que é certo, de fazer boas escolhas e, principalmente, de entender a hora de agir ou de não agir. É ter sabedoria para distinguir o que realmente importa e o que é pura bobagem. O Leão Cássio poderia ter usado sua força para punir o Jumento Zé, mas ele percebeu que não valia a pena. Ele escolheu não entrar em uma discussão inútil. O Leão Cássio demonstrou que é mais sábio se afastar de uma provocação sem sentido do que entrar nela.

— E qual seria o contrário de discernimento, professora? — perguntou a Coruja Olívia, com seus grandes olhos curiosos.

— O contrário é a Arrogância — respondeu a professora, olhando para o Jumento Zé. — Arrogância é quando alguém se acha superior aos outros, fala sem pensar, provoca sem motivo e acredita que sempre tem razão.

O Jumento Zé ouviu tudo em silêncio. Pela primeira vez, ele não tinha uma resposta pronta. Ele começou a entender que a verdadeira força não estava em gritar mais alto, mas em saber quando ficar em silêncio e quando agir com sabedoria.

Naquele dia, a Floresta Colorida aprendeu que o discernimento é um tesouro que nos ajuda a viver em harmonia, e que a sabedoria de se afastar de provocações vazias é um sinal de verdadeira grandeza.

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CONTOS DA FLORESTA CONTOS DA FLORESTA

O Leão que Aprendeu a Ouvir

Virtude – respeito

Sinopse – Quando o Leão Cássio aprendeu a ouvir, a Floresta Colorida floresceu de respeito e compreensão.  Vamos espalhar essa virtude incrível!

Na Floresta Colorida, o Leão Cássio acreditava que era sempre o dono da razão. Todos os animais se sentiam frustrados, mas ninguém tinha coragem de falar, exceto a Professora Flora e seus atentos alunos.

Durante uma aula, a ouriceira Íris levantou a pata:

— Professora, como podemos fazer o Cássio nos ouvir?

Flora sorriu:

— Vamos mostrar que ouvir é uma virtude poderosa.

Nico, animado, sugeriu:

— E se fizermos uma apresentação, cada um contando o que pensa?

Bia preparou um projeto, e Lila decorou o espaço com flores e cores. Durante o evento, cada aluno compartilhou suas ideias.

Cássio, curioso, foi assistir. Ao ouvir as experiências de todos, percebeu que cada voz tinha valor. Ele se levantou e, pela primeira vez, pediu desculpas.

— Vocês me ensinaram a importância do respeito e que todos têm algo valioso a dizer.

Desde então, a Floresta se tornou um lugar onde o respeito era a regra principal, e todos podiam falar e ser ouvidos.

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CONTOS DA FLORESTA

A Senhora Tamanduá

Virtude: Paciência

Oposto na Corte: Impaciência, desprezo pelos pequenos

Versículo: “O homem paciente dá prova de grande entendimento, mas o impaciente revela insensatez” Provérbios 14:29.

História

Dona Lislene, a tamanduá de focinho comprido e patas macias, morava perto do lago. Certa manhã, viu que a água estava ficando barrenta: alguém da corte despejou restos do banquete ali.

Preocupada, Dona Lislene foi até o tribunal do Jabuti, onde os problemas deviam ser resolvidos.

A fila era longa e os juízes só chamavam os amigos do rei ou os animais grandes e barulhentos. Dona Lislene esperou, sentada, enquanto a corte ria dela:

— Tamanduá velha, para que tanto esperar? Ninguém liga para bicho pequeno!

Dona Lislene olhou ao redor e viu outros bichos esperando também: sapos, borboletas, formigas, tartarugas.

Com muita paciência, Dona Lislene conversou e fez amigos na espera. Cada um contou seu problema. Juntos, perceberam que muitos dos sofrimentos tinham o mesmo motivo: o descaso da corte com os pequenos.

Quando finalmente a porta do tribunal se abriu, Dona Lislene não entrou sozinha:

— Vimos juntos que a água faz falta para todos! Não é vergonha esperar a vez — é coragem para não desistir até serem ouvidos.

Os juízes não puderam ignorar aquele grupo firme e calmo. Naquele dia, começaram a ouvir os animais pequenos, pois juntos eram fortes.

Frase para discussão:

“Esperar e ajudar quem também espera faz a amizade crescer e o problema diminuir.”

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CONTOS ALETÓRIOS

Insanidade

Ao entrar no consultório a média percebe algo de estranho. João de Deus está lá sentado à sua espera. Como conseguiu entrar sem ser visto, não faz a menor ideia. Ele sorri, estende-lhe a mão direita. Seus olhares se cruzam no momento do cumprimento e ela abaixa os seus. Não consegue identificar que espécie de olhares são. Ele não deveria estar aqui, pensa quase em voz alta. Este não é o dia de sua consulta. Um frio lhe percorre a espinha de alto a baixo e seu corpo estremece de forma tal, que só de pensar na possibilidade de seu incômodo ter sido percebido por ele lhe faz enrubescer. Como médica já lidou com pacientes de todos os tipos. Afinal, escolheu esta profissão e gosta de ajudar as pessoas não importando qual o seu estado.

Tentando parecer calma, a médica vai até à pia e lava vigorosamente as mãos, demorando bem mais tempo do que o necessário, enquanto pensa numa forma de resolver a situação. Sabe que o paciente do horário, em breve reclamará pelo atendimento. Vai até o cabide pega o jaleco, vestindo-o sobre as roupas. João de Deus fecha os olhos e esfrega as mãos.

Terminado o processo preliminar a médica senta-se do outro lado da mesa e pergunta tentando parecer natural:

– E então, sr. João hoje não é seu dia de consulta. O que o traz aqui?

João de Deus que até então estivera se contendo o nervosismo, sorri pelo canto da boca e inicia uma conversa entrecortada de pequenas contorções da cabeça para o lado esquerdo apresentando, ao mesmo tempo, certa irritabilidade na voz.

– Para seu governo eu venho aqui o dia que quiser. Não preciso de hora marcada. E também eu tenho que lhe contar um segredo e não podia esperar.

Percebendo seu estado de espírito a doutora tem o ímpeto de pegar o fone, mas não o faz antes de avisá-lo que comunicará à secretária que atrasará um pouco para atender ao primeiro paciente da tarde. Após o que, voltando-se a ele interroga:

– Então sr. João o que o aflige?

– Em primeiro lugar, eu sou o seu paciente número um de hoje.

Meneando a cabeça afirmativamente ela o incentiva a continuar. E João de Deus abre o coração à sua terapeuta, enquanto ela a escuta com a sabedoria dos que escolhem amar as pessoas incondicionalmente, escolhendo as mais difíceis atividades das ciências humanas.

Nos sessenta minutos seguintes a doutora ouve uma história extraordinária, daquelas que só mentes dotadas de transtornos perversos podem arquitetar. João de Deus lhe confidencia o trajeto peculiar de sua vida. Fala de suas mais tristes lembranças infantis, quando sua mãe depois de o surrar demoradamente deu cabo da vida, ficando ele aos cuidados de uma tia chamada Mirte. Com Tia Mirte ele conheceu o lado bom da vida. Esta desde o dia que o tomou por responsabilidade nunca o maltratou nem sequer com uma palavra mais dura. Dava-lhe todo carinho que alguém pode dar a outrem, chegando a ultrapassar os limites do incesto que durou cerca de doze anos. Aos quinze anos, no auge de sua paixão pela tia, João Deus sofre mais um golpe na vida quando, dizendo estar grávida se despede e some.

Perambulando pelos guetos do sofrimento João de Deus, depois de algum tempo se une a uma mulher que tem uma filha chamada Clarice. Mas Clarice não o chama de pai e ele não gosta. Ela nunca quis chama-lo de pai.

Nesse momento a doutora faz uma intervenção, tentando entrar na mente João e entender o que se passa:

– O senhor consegue verbalizar o por quê de querer tanto que Clarice o chame de pai?

– É para o bem dela

– Como assim?

– Doutora, o pai ama de jeito diferente. Se não sou o pai amo de outro jeito.

A doutora ajeita o corpo na cadeira, denunciando desconforto

– A senhora está certa doutora! É isso mesmo!

– Sr. João eu não disse nada!

– Mas pensou em dizer. Eu abusei de Clarice. É eu abusei. E ainda tem mais doutora eu amo a mulher do 101, não consigo viver sem ela. Eu a estuprei, ela me matou. Ela me matou! Pode isso doutora, ela me matar?

João de Deus contorce a cabeça para o lado esquerdo mais fortemente e cai num choro descontrolado. A doutora atordoada pega o fone e avisa a secretária, para que discretamente, diga aos que estão na sala de espera que ela está passando mal e que não tem nenhuma condição de atendê-los.

Com a delicadeza dos que lidam com os distúrbios e fraquezas humanas a secretária avisa aos pacientes que saem pela porta da frente. Um deles como uma estátua continua sentado à espera de ser atendido. A secretária faz uma última tentativa para que esse retire.

Minutos depois, a doutora ouve o tumulto iniciado pelo paciente, envolvendo a secretária. De sua sala ouve os gritos e choro, primeiro na sala de espera, depois no corredor e enfim na porta do seu consultório. Ao mesmo tempo que grita com a secretária e com o segurança o paciente ri um riso ensimesmado.

João de Deus atordoado no meio da confusão, com os mesmos olhares do início despede-se da doutora, fazendo-lhe muitos agradecimentos. Sorri estendendo-lhe a mão:

– Vou à polícia agora mesmo.

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