Cada um tem sua história
Este é um lugar onde palavras não são apenas palavras — são sementes. Algumas foram plantadas há décadas, em páginas de um diário da juventude. Outras nasceram da imaginação, em forma de fábulas e contos. E há ainda aquelas que chegaram até mim vindas de outros tempos, de autores que o tempo preferiu não esquecer.
Todas, porém, têm algo em comum: merecem existir.
Sou artesã e contadora de histórias. Faço colares, ursinhos e bonecas de crochê, e escrevo para crianças e adultos. Este site reúne as duas coisas — o que teço com as mãos e o que teço com palavras.
Para ler com crianças
- Contos da Floresta — valores de caráter na vida de animais que vivem numa floresta colorida
- Missões Minas Infantil — material didático para uso em sala de aula e em casa
Para ler sozinho
- Memórias da Juventude — memórias que provam que a juventude nunca será esquecida
- Outras Histórias — histórias populares de autores desconhecidos que merecem ser lidas e contadas
- Contos Aleatórios — meus contos autorais
Para conhecer meu trabalho manual
- Joia de Crochê — colares, brincos, ursinhos e bonecas feitos à mão. O diário de criação fica no Instagram.https://www.instagram.com/senhorinhaeu/
Cada seção é um canteiro. Cada história, uma flor. Regue-as com sua atenção, ou simplesmente deixe-as existir — já é o bastante.
Numa floresta colorida, bichinhos fofos vivem histórias que ensinam sem parecer que estão ensinando. Cada conto nasceu de uma pergunta simples: como falar de honestidade, coragem e gentileza com uma criança sem que ela perceba que está aprendendo? A resposta está aqui, em forma de fábula. Leia em voz alta, devagar. As crianças entendem o valor antes de saber o nome dele.
Estas páginas saíram de um diário antigo, escrito quando eu ainda não sabia que um dia seria lido por outra pessoa. São lembranças de uma juventude que não voltará — mas que se recusa a ser esquecida. Não espere grandes acontecimentos. O que existe aqui é o que a memória guardou: cheiros, tardes, pessoas, pequenas coisas que só se tornam grandes quando o tempo passa.
Outras Histórias
Nem toda história nasceu de um autor conhecido. Muitas atravessaram gerações pela boca do povo, passando de avó para neta, de vizinho para vizinho, sem que ninguém anotasse o nome de quem inventou. Estas são essas histórias. Recolhi algumas que o tempo preferiu não esquecer e as trago aqui para que continuem circulando. Se você conhece alguma, me conte — ela também merece existir.
Aqui ficam os contos que eu mesma escrevi. Não seguem um tema único, porque a imaginação não obedece a temas. Alguns são curtos, outros nem tanto. Alguns nasceram de uma imagem, outros de uma pergunta sem resposta. São meus, no sentido de que saíram da minha cabeça — mas agora são seus também, no momento em que você começa a ler.
Tudo começou com uma blusa.
Nos anos 1970, minha mãe me ensinou os primeiros pontos de crochê. Na época, teci uma blusa para mim — e uso essa blusa até hoje. A partir dela fiz outras, para amigas que gostaram e encomendaram. Depois o tempo passou, a vida ocupou o espaço, e o crochê ficou quieto por muitos anos.
Em 2024 ele voltou, por causa de um grupo de amigas: as Zamigas. Nos encontramos para tomar café e trocar ideia. Num desses encontros, uma delas propôs que no Natal todas levassem o mesmo presente. Eu decidi fazer o meu com as próprias mãos. Saíram colares e brincos — e com eles a vontade de continuar.
Depois veio o amigurumi. Uma amiga insistia que eu fizesse ursinhos e bonecas. Eu me esquivava, dizendo que devia ser muito difícil. Um dia experimentei. Foi paixão à primeira tecida.
Hoje cada peça é feita à mão, uma por uma, sem pressa. Esta seção é o resultado: o que ficou pronto. O processo, o bastidor, os erros e os acertos ficam no Instagram — é lá que eu mostro como cada peça nasce.
A primeira peça que fiz ainda está no meu armário. A última ainda está na agulha.
Quem sou?
Meu nome é Senhorinha Gervásio. Faço duas coisas que parecem diferentes, mas são o mesmo gesto: pego fios soltos e dou forma a eles, pego palavras e dou forma ao texto.
Aprendi crochê nos anos 1970, com minha mãe. Na época, teci uma blusa para mim — e uso essa blusa até hoje. A partir dela fiz outras, para amigas que gostaram e encomendaram. Depois o tempo passou, a vida ocupou o espaço, e o crochê ficou quieto por muitos anos.
Em 2024 ele voltou, por causa de um grupo de amigas: as “Zamigas”, nos encontros para um café e troca ideias. Num desses encontros, surgiu a proposta de levar o mesmo presente no Natal — e eu decidi fazer o meu com as próprias mãos. Saíram primeiros colares. Uma amiga insistiu no amigurumi, eu resisti dizendo que devia ser muito difícil, até o dia em que experimentei. Foi paixão à primeira tecida. Vieram os ursinhos e as bonecas.
Com as palavras, comecei ainda antes. Enchi páginas de um diário que eu não imaginava que alguém fosse ler. Depois vieram as fábulas, os contos, as histórias que recolhi de outras pessoas e de outros tempos.
Hoje divido meu tempo entre a agulha e a escrita. Este site é o meu arquivo: aqui ficam as coisas prontas. O Instagram é o meu ateliê aberto: é lá que você vê a peça nascendo, o erro acontecendo, o fio que não deu certo.
A primeira peça que fiz ainda está no meu armário. A última ainda está na agulha.
Obrigada por regar este canteiro.
Senhorinha Gervásio














