Este é um lugar onde palavras não são apenas palavras — são sementes. Algumas foram plantadas há décadas, em páginas de um diário da juventude. Outras nasceram da imaginação, em forma de fábulas e contos. E há ainda aquelas que chegaram até mim vindas de outros tempos, de autores que o tempo preferiu não esquecer.
Todas, porém, têm algo em comum: merecem existir.
Aqui você encontra: Histórias que carregam valores, lembranças e ensino para crinças e adultos. É só clicar nos links abaixo e entrar na página referente à sua escolha:
🌳 Contos da Floresta — Onde os valores do caráter estão presentes na vida de animais fofos que vivem na floresta colorida.
📖 Memórias da Juva — Memórias que provam que a juventude nunca será esquecida.
📚 Outras Histórias — Histórias populares de autores desconhecidos que merecem ser lidas e contadas.
🧶 Joia de crochê – Fragmentos de uma história tecidos à mão.
Àqueles que não só me viram nascer e crescer, mas que souberam e sabem me entender nas horas alegres e críticas da vida.
Àqueles que me serviram de segunda família, levando à frente a tocha da luz do saber e que atraída pela sublime bondade eu os segui.
Àqueles que me serviram de segunda família, levando à frente a tocha da luz do saber e que atraída pela sublime bondade eu os segui.
Àquele que mui carinhosamente me ajuda a chegar mais perto do meu ideal, ajudando-me a desenvolver o talento que Deus me deu.
Àqueles que me amam apesar dos defeitos, que são muitos. Dedico estas páginas.
05 de outubro de 1977.
OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO QUE TENHO
Sentei-me com resolução. Por várias vezes havia tentado fazer isso, não tinha dado certo; o porquê não sei bem. Talvez, devesse ser pelo orgulho, soberba que sem perceber havia deixado que se apoderassem de mim. Estava cansada de choramingar e, cabisbaixa querer sempre mais, mais e mais. Querer tudo, sem olhar para trás, para aqueles menos possibilitados que eu. Querer mais sem enxergar que o que tinha dava bem demais para que eu vivesse a sorrir.
Sentei-me sem me preocupar com olhares e comentários; acho que foi a primeira vez que agi assim. Sempre tive medo dos olhares e comentários! Vacilei por um instante; quis levantar-me, fugir, mas me contive. Queria olhar para a frente e via, mentalmente, o que tinha a conquistar. Então deixei que a força de vontade me dominasse. Ali, concentrada, com a cabeça entre as mãos, presenciei um lindo desfile: vi uma menina de uniforme e com livros passar por entre mil outras com o mesmo traje; vi essa mesma menina em pé, diante de uma tela, com pincéis e paleta às mãos, feliz a pintar e murmurar uma cantiga; vi a menina com a Bíblia nas mãos diante de outros meninos e todos cantavam. E esta menina era eu.
De súbito levantei a cabeça e sorri, achando tudo maravilhoso e agradeci a Deus por ter-me dado o privilégio de frequentar uma escola; por ter-me dado o talento de pintar e desenhar; por ter-me dado uma família e, especialmente, por ter-me dado a salvação.
Levantei-me, sim levantei, mas por outro motivo. Não era por fraqueza de não poder suportar o peso da renúncia. Levantei-me para admirar meus quadros, para sorrir a todos e dizer: obrigada, Senhor, por tudo o que tenho.
03 de outubro de 1977
A moça de Mutum e o cowboy de Aimorés
Era tarde de sábado na cidade de Aimorés estado de Minas Gerais. Um sábado qualquer, de um mês qualquer, de um ano triste. Todos os sábados pareciam iguais. Ela saía de Resplendor, no trem Rápido, descia em Aimorés e tomava um ônibus para Mutum. Na segunda-feira fazia o caminho inverso. Em Resplendor, cuidava da mãe doente, estudava as matérias do seu curso à distância, chorava seu amor perdido. Tudo isso fazia daquele ano, um ano triste.
Apesar de todos os seus sábados parecerem iguais, aquele foi diferente. Ao chegar à estação ferroviária em Aimorés, atravessou a praça central até o bar que era uma espécie de rodoviária. Chegou a cara no buraco do vidro e pediu:
– Uma pra Mutum.
Olhou o papel colado no vidro, descobrindo o aumento da passagem ocorrido naquela semana. Pediu que a moça esperasse um pouco antes de destacar a passagem. Conferiu seu dinheiro. Ele não dava para a viagem.
Saiu do local cabisbaixa e atravessou novamente a praça, como se estivesse carregando sobre os ombros a tristeza de todos os habitantes da terra. Não tinha ideia do que fazer! Sentou-se em um dos bancos. Revirou a bolsa mais uma vez na esperança de achar algum dinheiro solto em algum compartimento da mesma. Tempo perdido, não encontrou nada.
Contou novamente as cédulas e as moedas. Nenhuma delas havia dado cria. Colocou-as no bolso do jeans desbotado.
Caminhou até a estação, à procura de alguém conhecido que pudesse lhe socorrer. A estação estava deserta. Voltou à praça, sentando novamente no mesmo banco. Seus pensamentos giravam desconexos. A única coisa sóbria que lhe vinha a mente era a frase:
– Deus mande alguém pra me socorrer! Tem que ser agora Deus, porque senão o ônibus parte.
Com a cabeça baixa e as mãos na testa ali ficou à espera do milagre. Foi quando viu um par de botas em pé à sua frente. Seus olhos ficaram fixos. Depois pouco a pouco foi vendo parte a parte aquela figura impoluta. Primeiro a calça jeans Lewis. Depois, a fivela grande e prateada do cinto com a figura de um cavalo. Viu a camisa xadrez de vermelho, o rosto másculo e bonito emoldurado com um chapéu de couro. Parecia a perfeição em forma de homem.
Com voz mansa lhe falou.
– Posso me sentar?
– Oh sim! Claro! – Respondeu a moça no grau extremo de sua timidez.
A conversa foi iniciada. Ele falou de música, de rádio. Era de Belo Horizonte, mas estava em Aimorés, trabalhando na rádio e cantando música sertaneja.
– E você, o que faz aqui? – perguntou com ar simpático.
A moça iniciou sua história recente. Após contar seu drama, ele abriu a carteira retirou uma cédula e lhe estendeu:
– Vá lá e compre sua passagem.
Ela saiu apressada rumo ao guichê. Não antes, de fazê-lo prometer que a esperaria ali para receber o troco.
Ao voltar o banco estava vazio. Ele havia sumido. Olhou por todos os lados, mas não o encontrou. Nem pôde agradecê-lo!
Mais de trinta anos são passados. E eu, a moça de Mutum agradeço sempre a Deus a sua vida e minha prece nesse tempo todo é a mesma:
– Deus, se ele ainda estiver vivo, estende tuas mãos de bondade e misericórdia sobre ele, o anjo cowboy, que o Senhor usou para me socorrer, naquele sábado triste em Aimorés.
Publicação feita por mim pela primeira vez em 22 de agosto de 2014 no seguinte endereço
A vida é feita com vários fios, trama de momentos, memórias e emoções que se entrelaçam para formar a tapeçaria da nossa existência.
A coleção \”Fios da Vida\” nasceu da crença de que cada história merece ser celebrada e cada jornada, honrada.
Cada colar, brinco e pulseira desta coleção está para além de um acessório. É um fragmento de história tecido à mão.
Cada ponto no crochê representa um momento vivido, uma lição aprendida, um amor sentido.
Cada cor é escolhida para evocar uma emoção, uma lembrança, um sonho.
As peças \”Fios da Vida\” são lembretes tangíveis da sua força, da sua resiliência e da beleza única da sua trajetória. Elas são um convite para você usar sua história com orgulho, para carregar perto do coração as tramas que te fizeram ser quem você é hoje. Use sua história. Celebre sua jornada.
Nome do Colar: Fios da vida
Coleção: Fios da Vida
Estilo: Trança – A Trança representa a união, o entrelaçar de caminhos, histórias e forças. Por isto escolhi este colar para dar nome à coleção. Como os fios que se unem para se tornarem mais fortes, este colar celebra as conexões que tecem a nossa vida; a união de caminhos, a força dos laços e a beleza que nasce do encontro. Uma joia que honra as histórias entrelaçadas que formam quem você é.
Cor: Amêndoa: A cor Amêndoa como outros tons neutros e claros simbolizam a elegância, a calma e os novos começos. Eles transmitem uma sensação de paz, clareza e sofisticação. Use-os para trazer leveza ao seu dia e abrir espaço para novas possibilidades.
Coleção: Alma Brasileira. A essência da floresta antiga, o silêncio que guarda a vida, a riqueza que existe no nosso solo. A união das cores VERDE e AMARELA é uma poderosa declaração de orgulho, abundância que existe sobre e sob o solo brasileiro.
Colar tuboAlma Brasileira:
O Tubo é moderno, simboliza algo guardado, um segredo, uma essência. Por isto foi escolhido para representar a coleção que ganha seu nome “Alma Brasileira”. Uma combinação para celebrar conquistas com a energia vibrante do Brasil. É um colar que celebra nossa brasilidade conectada com a força da nossa terra.
Só em Minas Gerais os ciganos estão presentes em 849 municípios
A primeira vez que vi um grupo de ciganos eu era criança e morava em uma fazenda no interior de Minas. O grupo não era grande e eles, depois de obterem permissão do meu pai, armaram somente uma barraca à beira do rio, perto do porto onde os animais atravessavam.
À noite fomos visita-los. Meu pai e irmãos ficaram conversando com os homens e vendo seus belos animais e minha mãe e irmãs mais velhas, ficamos sentadas na grama à porta da barraca. Não faço a mínima ideia do que conversaram, só sei que fiquei fascinada com as roupas coloridas, os lenços, os anéis, pulseiras e braceletes que as mulheres usavam. Parecia que estavam prontas para uma grande festa.
Muitos fazendeiros não deixavam os ciganos acamparem em suas terras, diziam que ficavam mais tempo que o combinado e ainda roubavam os melhores cavalos quando iam embora, geralmente na madrugada. Meu pai tinha uma visão diferente deixou os ciganos acamparem. fico imaginando se foi por consideração, pois me lembro que ele disse: “se a gente não deixa eles acampar aí é que eles roubam quando vão embora”.
De qualquer forma o preconceito e discriminação com os povos ciganos é um estereótipo trazido consigo desde quando aqui chegaram com os navegantes portugueses.
Informações importantes sobre os ciganos
Em viagens para pesquisa, via internet, é claro, tive muitos encontros com autores de sites e blogs que falam sobre os ciganos mais como se fosse um “grupo religioso” do que como povo ou etnia.
Ainda bem que encontrei alguém que escreve matérias confiáveis em seu site Romani Dromá – Caminhos Ciganos, o rhom ou cigano Mikka Capella. De acordo com suas palavras a maioria das matérias encontradas na internet são conjecturas místicas e fantasiosas sobre os ciganos. E que as informações úteis estão dispersas, fragmentadas, mal escritas e em outras línguas, o que dificulta muito a pesquisa sobre o povo rhomá.
Ainda bem que MIkka, apesar de todas as dificuldades reveladas em suas páginas, está mantendo seu projeto de esclarecer os equívocos sobre seu povo, seguindo seu lema de vida: “combate-se as trevas com a luz, a ignorância com conhecimento, a mentira com verdade”
As várias etnias – Ashkali, Yenish, Rhomá.
Mikka Capella relata em seu site os equívocos sobre os ciganos presentes em livros de pesquisadores sérios, como por exemplo fazendo referência aos Ashkali e aos Yenish, como sendo grupo Rhomá. Na verdade trata-se de três etnias diferentes. Segundo ele:
Os Rhomá vieram da India e falam o romani;
Os Ashkali originaram-se nos Balcãs e falam albanês;
Os Yenish tem origem ainda incerta e falam o idioma yenish.
Para Capella o conhecimento pouco acadêmico sobre os ciganos é resultado do seu próprio comportamento de nomadismo e isolamento. Com o passar do tempo e sendo um povo que está sempre em movimento e em contato com outros povos, por mais fechados que possam ser, passaram por transformações. Os próprios Rhomá que constituem-se numa só etnia, com a mesma língua e origem indiana estão divididos em três outros grupos diferentes entre si, que podem ser considerados três etnias distintas:
Rom;
Sinti;
Calon.
E o mais interessante é que cada um desses grupos se divide em em outros subgrupos, que se organizam de de formas diferentes.
Os CALON em Minas Gerais
Segundo a pesquisadora da UFMG Juliana Campos os Calon foram os primeiros ciganos a chegarem ao Brasil quando ainda era colônia. Completando sua informação Mikka Capella acrescenta que em 1574 , cumprindo pena por tráfico ilegal o Calon João Torres, sua esposa Angelina e os filhos foram exilados para a Terra de Santa Cruz – o que viria a ser Brasil. Oficialmente foram os primeiros Rhomá em terras brasileiras. Mais tarde outros vieram e hoje temos uma população grande de brasileiros de origem cigana com maioria Calon ocupando o território de Minas Gerais.
O grupo Calon é uma subdivisão do grupo Rhomá. São originados da Índia e falam o romani, E aqui se tornaram muitos com suas festas, suas roupas coloridas, seus dialetos, ocupando, 849 municípios do estado. Segundo o site da UFMG o povo cigano mais numeroso no Brasil é o povo CALON e em Minas “quando alguém ouve a palavra CALON já sabe que é um cigano mineiro”, disse um deles em entrevista.
Bandeira Rhomá
A bandeira foi adotava em 1971, como símbolo da etnia Rhomá, grupo de onde vem o subgrupo Calon que é maioria em Minas Gerais.
Como outros elementos da cultura cigana, a bandeira cigana está envolta em misticismo, muitas vezes como exploração do imaginário por pessoas ciganas e não ciganas que se apropriam dela e criam um simbolismo como propagação de ideias exoteristas.
Segundo Mikka Capella as cores e forma da bandeira da etinia Rhomá de onde vieram os Calon têm a seguinte representação:
cores:
Azul – representa o céu
Verde – representa a terra
vermelha – representa vida
forma:
Roda – faz referência à roda que figura na bandeira da Índia, país de onde se originam e simboliza o movimento da vida. Seu formato lembra a roda de uma carroça, fazendo uma alusão ao nomadismo rhomá.
Aros – Os aros que se encontram dentro da roda vermelha segue à homenagem à bandeira indiana que tem de 24 aros.
Preconceitos sofridos pelos ciganos
De acordo com as palavras da cigana Sueli em entrevista à pesquisadora da UFMG Juliana Campos os ciganos são discriminados em algumas áreas:
pouca instrução;
moradia em barracas de lona;
roupas coloridas;
e as vezes são chamados de malandros e ladrões, até de ladrões de criancinhas.
Os ciganos precisam de políticas públicas
Os ciganos bem como os que pertencem a outras Comunidades Tradicionais, como os quilombolas, os indígenas e outros tantos sofrem com a falta de políticas públicas como:
educação, pois 90% da população CALON é analfabeta;
emprego;
saúde;
políticas específicas para as mulheres ciganas, principalmente para protegê-las das situações de violência;
habitação;
saneamento básico;
energia elétrica;
Dia Nacional do cigano – 24 de maio – Dia do brasileiro de origem cigana
Segundo a pesquisadora Juliana Campos os ciganos fazem parte dos grupos étnicos que compõem a população brasileira, pois compartilham uma origem comum.
Mande o CATÃO ANIMADO abaixo aos familiares das crianças pelo grupo do WhatsApp. Ele tem várias informações sobre os CIGANOS
De forma resumida as Comunidades Tradicionais são formadas por grupos que têm histórias comuns, objetivos comuns, e práticas comuns. Essa forma simples de definição engloba conceitos mais elaborados que incluem cultura e organização social. Outra característica importante é que as Comunidades Tradicionais se reconhecem como tais e se orgulham por isso.
Características: Eram pequenas comunidades rurais, muitas vezes agrícolas e com forte senso de comunidade e parentesco. A vida girava em torno da família, do trabalho e da sinagoga que era um centro social e religioso. A oralidade era a principal forma de transmissão de conhecimento e história. Eram aldeias frequentemente sob o jugo do império romano, com desafios socioeconômicos e culturais. O acesso a recursos e a tecnologia era limitado, e a viagem entre aldeias era feita a pé ou em animais.
Jesus e o contexto: Jesus não pregava apenas em Jerusalém, mas visitava incansavelmente essas aldeias periféricas, onde a maioria da população vivia. Ele comia com as pessoas, hospedava-se em suas casas, observava suas lavouras e rebanhos, e seus ensinamentos eram repletos de metáforas do cotidiano rural.
As Aldeias Maxacali (Minas Gerais):
Características: As terras indígenas Maxacali, localizadas principalmente no nordeste de Minas Gerais, são organizadas em comunidades onde o coletivismo e a ancestralidade são valores fundamentais. A vida social, religiosa e econômica é intrinsecamente ligada à terra e aos recursos naturais. A cultura é rica em mitos, cantos, danças e rituais que são transmitidos oralmente de geração em geração. Embora enfrentem desafios modernos como a disputa por terras, o acesso à saúde e educação diferenciada, e a pressão da sociedade envolvente, mantêm uma identidade cultural vibrante e resiliente. A relação com a floresta e os animais é sagrada e a liderança é frequentemente compartilhada e baseada na sabedoria dos mais velhos e dos pajés.
Pontos de Conexão para o Professor: Incentive os alunos a perceberem que, assim como as aldeias na época de Jesus, as comunidades Maxacali representam um modo de vida com forte coesão social, dependência da natureza, rica tradição oral e desafios externos.
Conhecendo o que a Bíblia Diz: A Presença de Jesus nas Comunidades
Bíblia retrata a interação de Jesus com o ambiente e as pessoas das aldeias.
Jesus não estabeleceu um quartel-general em uma grande cidade, mas estava constantemente em movimento, indo de uma aldeia para outra (Mt 9:35, Mc 6:6, Lc 8:1). Ele curava à beira do caminho, ensinava à beira do lago, comia na casa de pecadores e recebia a hospitalidade de famílias simples.
Exemplos Bíblicos:
A cura da sogra de Pedro (Mc 1:29-31) – Jesus entra numa casa, numa aldeia (Cafarnaum).
A parábola do bom samaritano (Lc 10:25-37) – A jornada entre cidades, os perigos do caminho.
A alimentação dos cinco mil (Mc 6:30-44) – Milhares reunidos em um lugar desolado, longe das cidades.
A importância do “pequeno rebanho” (Lc 12:32) – O valor do grupo coeso, da comunidade.
Entendendo o que a Bíblia Quer Dizer: Mensagens Universais Através dos Contextos
Esta seção aprofunda o significado, utilizando o paralelo para extrair lições e valores.
Comunidade e Solidariedade: Tanto nas aldeias de Jesus quanto nas Maxacali, a comunidade é a base da sobrevivência e da identidade.
A Importância da Oralidade: Jesus ensinava por parábolas, histórias que eram fáceis de memorizar e recontar. A cultura Maxacali é riquíssima em narrativas orais. Como essa forma de comunicação molda a transmissão de valores e conhecimentos em ambos os contextos?
Conexão com a Natureza e a Terra: Jesus usava a natureza em suas parábolas (semeador, lírios do campo, ovelhas). Para os Maxacali, a terra e a floresta são sagradas e fonte de vida e espiritualidade.
Marginalização e Inclusão: Muitas das aldeias na época de Jesus eram consideradas periféricas. Jesus dedicou atenção especial aos marginalizados e excluídos. Os povos indígenas, incluindo os Maxacali, muitas vezes enfrentam marginalização na sociedade.
Praticando o que a Bíblia Ensina: Vivenciando e Refletindo Hoje
Aplicação prática e a promoção da empatia.
Atividades Sugeridas:
Contação de Histórias Comparada: Peça aos alunos para recontarem uma parábola de Jesus imaginando-a em uma aldeia Maxacali, ou para criarem suas próprias histórias que combinem elementos de ambos os mundos.
Arte e Expressão: Criar desenhos, cantos ou poesias inspirados nos mitos Maxacali e nas parábolas de Jesus, explorando os pontos de contato e as belezas de cada cultura.
Discussões sobre Valores: Como os valores de comunidade, respeito à natureza, solidariedade e justiça se manifestam na vida de Jesus e na cultura Maxacali? Como podemos praticá-los em nosso próprio cotidiano?
Mensagem Central: O objetivo é que os alunos além de conhecer a história de Jesus, sintam a universalidade de sua mensagem e pratiquem os valores do Reino, reconhecendo a dignidade e a riqueza cultural de todos os povos, a começar pelos que vivem em nosso próprio quintal.
Povo Maxakali
O povo Maxakali tem recebido a mensagem do evangelho pelos missionários Ailton Costa e sua esposa Ilma, que trabalham na aldeia em Santa Helena de Minas.
Pataxó
O povo Pataxó vive na Bahia, na região onde os portugueses aportaram quando chegaram como colonizadores. Hoje eles vivem em reservas e na reserva da Jaqueira em Porto Seguro. Eles praticam o turismo para sobrevivência, contribuindo para o conhecimento dos visitantes a respeito da cultura indígena.
Abaixo apresentamos um vídeo do canal Viaje Comigo, que você e as crianças do Ministério Infantil da sua igreja podem assistir. Nele os indígenas mostram aos visitantes como são suas armadilhas de caça. Uma aula no meio da floresta, não é maravilhoso?
Outra matéria importantíssima para seu conhecimento como professor de crianças, é a que está no site Povos Indígenas de 07/09/2006 que pode ser lida no link a seguir:
Os pataxó que vivem em Minas Gerais vieram da Bahia. Vivem da natureza, mantém suas tradições, mas também estudam, tem acesso à internet, tem suas escolas e seus próprios professores. No vídeo do link a seguir a jornalista Maíra Lemos que tem o propósito de “usar a voz para dar voz a outras pessoas”, apresenta dois episódios de uma visita à uma comunidade Pataxó em Minas Gerais. Dois vídeos que valem a pena serem assistidos por todos os professores que estarão envolvidos na campanha de Missões Estaduais com o tema FALE A TODA GENTE.
O objetivo deste texto a respeito da história narrada em em Atos 8, não é recontar a história e sim dar algumas informações extras para que vai contar contar a história de Filipe e o Etíope.
Etíope
No hebraico significa país de rostos queimados e no grego rosto queimado, tez escura dos habitantes do lugar.
Nos tempos bíblicos a Etiópia, estava associada ao Egito, porque ficava ao sul daquele país, na região do Rio Nilo na África. Algumas passagens bíblicas mostram que o povo de Israel se relacionava com os etíopes, como por exemplo: I Crônicas 14.9-15; Isaias 20.3-5 e Ezequiel 30.4,5.
Candace
Era um título real próprio da região da Etiópia que significava “Rainha- mãe”.
Eunuco
existiam três tipos de eunuco:
os nascidos eunucos com algum defeito congênito;
os feitos eunucos que eram castrados por alguém;
os os que escolhiam ser eunucos, também chamados eunucos espirituais que se negavam aos prazeres sexuais, para se dedicarem especificamente a uma causa espiritual, que podiam ou não ser castrados, como no caso de João Batista e Jesus que eram eunucos espirituais.
Um Etíope com um rolo do livro de Isaias, como assim?
O próprio livro de Isaias no capítulo 11 versículo 11 fala sobre exilados judeus na Etiópia e uma predição de que retornariam após o cativeiro babilônico.
Caminho de Gaza
De acordo com o site tecnoblog existiam três caminhos para se chegar à Galiléia,, saindo de Jerusalém, capital da Judeia:
O primeiro passava pelo deserto da Judeia até Jericó e depois seguia pelo vale do Jordão;
o segundo passava dentro do território dos samaritanos e era evitado pelos judeus;
o terceiro passava por Gaza indo a Megido, Cafarnaum e Damasco. Este era também chamado “Estrada do Mar” e tinha saída para o Egito.
Este terceiro caminho foi o usado pelo oficial de Candace a rainha dos Etíopes.
A Decápolis (do grego deka, dez, e polis, cidade) era uma liga ou confederação de dez cidades que se localizavam predominantemente a leste do rio Jordão, embora algumas estivessem a oeste. Elas eram centros culturais e comerciais que gozavam de grande autonomia sob o Império Romano, funcionando como ilhas de cultura greco-romana em uma região majoritariamente semita (judaica, nabateia, etc.).
Características da Decápolis:
Fundação Grega: Muitas dessas cidades foram fundadas por soldados de Alexandre, o Grande, ou por seus sucessores helenísticos, que queriam estabelecer cidades nos moldes gregos (com teatros, ginásios, templos pagãos, ágoras, etc.).
Autonomia Romana: Posteriormente, os romanos deram a essas cidades uma condição especial de autonomia, talvez para servi-las como uma espécie de “linha de defesa” cultural e militar em uma área fronteiriça.
Cultura Greco-Romana: A língua dominante era o grego, e a cultura era profundamente helenizada. Seus habitantes eram, em grande parte, gentios (não-judeus), com uma minoria judaica.
Cidades Principais (variações nos evangelhos e fontes históricas): As cidades mais comumente identificadas na Decápolis incluem Gadara (ou Gerasa, como mencionado no evangelho), Escitópolis (a única a oeste do Jordão), Hipos, Pela, Dion, Filadélfia (atual Amã), Rafana, Canata e Damasco (a mais setentrional).
O Homem Gadareno (ou Geraseno) e o Milagre na Decápolis
O episódio é narrado nos Evangelhos de Mateus (8:28-34), Marcos (5:1-20) e Lucas (8:26-39).
A Travessia: Jesus e seus discípulos atravessam o Mar da Galileia de barco, chegando à região dos gadarenos (ou gerasenos, a palavra exata varia entre os manuscritos e evangelhos, mas refere-se à área da Decápolis). Gadara e Gerasa eram duas cidades da Decápolis relativamente próximas ao Mar da Galileia.
O Encontro: Lá, eles encontram um homem (em Mateus, dois homens) possesso por muitos demônios, que vivia entre os túmulos e era uma ameaça para a comunidade. Ninguém conseguia controlá-lo.
A Expulsão dos Demônios: O homem, através dos demônios, reconhece Jesus como o Filho de Deus. Os demônios imploram a Jesus que não os envie para o abismo, mas que lhes permita entrar em uma grande manada de porcos que pastava nas proximidades. Jesus concede, e os demônios saem do homem e entram nos porcos.
A Reação: Os porcos, possuídos, correm descontroladamente pela encosta e se afogam no mar. Os pastores fogem e relatam o ocorrido na cidade. A população local, em vez de se alegrar, fica aterrorizada com a perda econômica e com o poder de Jesus, e pede que Ele se retire da região.
A Missão do Ex-Possesso: O homem curado, agora em sã consciência e vestido, quer seguir Jesus. No entanto, Jesus o instrui a voltar para sua casa e para sua própria gente e contar o que Deus havia feito por ele. O homem obedece e começa a proclamar por toda a Decápolis o que Jesus havia feito.
Significado da Ocorrência na Decápolis:
A Missão Gentílica: Este episódio é significativo porque Jesus realiza um de seus milagres mais dramáticos em uma região predominantemente gentílica. Embora a população local o rejeite inicialmente, o homem curado se torna um evangelista para toda a Decápolis.
Quebrando Barreiras: Mostra que a mensagem e o poder de Jesus não estavam restritos aos judeus ou à Galileia, mas eram para todos os povos, quebrando barreiras culturais e religiosas.
Contrastes Culturais: A presença de uma grande manada de porcos é um detalhe importante, pois porcos eram animais impuros para os judeus, mas comuns e permitidos na cultura gentia da Decápolis.
O texto bíblico narra a autoridade de Jesus sobre as forças espirituais e Sua intenção de que as Boas Novas fossem espalhadas além das fronteiras judaicas.
A palavra QUILOMBO tem tudo a ver com a postura dos quilombolas pois significa, segundo o site TodaMatéria, “guerreiro da floresta”.
QUILOMBO era toda comunidade formada por escravos fugidos dos trabalhos forçados das fazendas, que ao longo do tempo se transformaram em centros de resistências dos escravos negros que ali escondiam.
CARACTERÍSTICAS DOS QUILOMBOS
Liberdade de expressão: No QUILOMBO os moradores podiam reviver e manter suas tradições africanas e praticar suas danças, músicas e cultuar seus deuses.
Atividades: Para sobreviverem os QUILOMBOLAS praticavam atividades diversas como a agricultura, a criação de animais, exploração de minério e vendas dos seus produtos.
Estratégias: As muitas tarefas e atividades dos QUILOMBOLAS, não impediam suas reuniões estratégicas para organização de fugas de seus companheiros que ainda estavam escravizados, e para isso usavam o dinheiro obtido com o comércio do que produziam. As estratégias aconteciam também do lado dos escravocratas, pois enquanto os quilombolas se preparavam para a resistência os senhores contratavam homens conhecedores da floresta para os recapturarem. Daí surgiu uma nova profissão, a de “Capitão-do- mato”.
REMANESCENTES DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS
O mais famoso dos Quilombos, o dos Palmares, entrou para a história do Brasil, porém existiram muitos outros em praticamente todos os estados do país. Os que resistiram a todas as investidas escravocratas, são hoje chamados de “remanescentes das comunidades de quilombos”. São comunidades formadas por filhos, netos e bisnetos dos que conseguiram sobreviver.
COMUNIDADES QUILOMBOLAS MINEIRAS
O site MGQuilombo exibe em sua página uma lista das comunidades quilombolas reconhecidas nos vários municípios do Estado, totalizando 65, sendo 09 só no município de Manga e 1 no seu vizinho Matias Cardoso no extremo Norte de Minas.
O personagem Otávio da Missão IOCO, além de representar, oficialmente, a oferta, é considerado por mim, sua idealizadora como personagem, o representante das comunidades Quilombolas do estado. Em visita à uma comunidade no município de Matias Cardoso, extremo norte de Minas ele conta uma história bíblica para seus novos amigos. Vale muito a pena conferir.
A igreja de Cristo é um organismo vivo com funções variadas e complementares. A cerca disso o apóstolo Paulo escreveu em I Coríntios 12, falando sobre os diferentes DONS ESPIRITUAIS, os diferentes MINISTÉRIOS e as diferentes formas de ATUAÇÃO que englobam o agir da igreja sob a direção do Espírito Santo.
Em Romanos 12 o apóstolo apresenta uma lista de dons espirituais, incluindo o dom de ensinar, acrescentando àqueles que o receberam, palavras de exortação: “que se dediquem, que se esmerem em ensinar“; recomendação deixa claro que não basta ter o dom, tampouco a facilidade de estar à frente e liderar um estudo bíblico, é preciso estudo.
Considerando a importância do ministério do professor de crianças trataremos neste artigo sobre três tipos de preparo:
bíblico,
espiritual
pedagógico.
Preparo bíblico: por mais que você conheça uma história bíblica, quando for conta-la precisa prepara-la de novo. Apresento pelo menos dois são motivos pelos quais esse procedimento é essencial:
Primeiro: em cada culto o professor segue algumas diretrizes específicas, tais como, o ensino principal, que deve ser enfatizado durante a contação da história e as outras partes do programa. Por isso a mesma história bíblica pode ser contada várias vezes, com diferentes ênfases, necessitando, portanto um novo estudo, um novo preparo.
Vejamos como exemplo o texto de Atos 8 onde narra a história de Filipe e o Oficial da Rainha Candace. A ênfase pode ser dada em Filipe como um evangelista, no oficial, bem como na rainha Candace. O oficial era um gentio do continente africano, funcionário de uma rainha da Etiópia, que recebeu de Filipe a explicação do texto bíblico de Isaias, que trata da vinda do Salvador. O resultado do processo da ação de Filipe naquele trabalho de evangelização, foi a salvação do etíope e sua volta, transformado para o meio de sua gente, levando o evangelho de Cristo para a África.
Segundo: outro motivo pelo qual o professor deve preparar a história, mesmo que a conheça muito bem é por causa do modo como a memória funciona. Ela não consegue guardar, nitidamente, todas as informações por todo o tempo. Durante nossa aquisição de conhecimentos as informações mais recentes vão, ocupando os espaços e por isso nos esquecemos de alguns detalhes importantes das informações anteriores. Por esse motivo temos de rever os textos cada vez que formos ministra-los.
Preparo espiritual: o preparo espiritual tem a ver com o relacionamento do professor com Deus pelo estudo da Palavra e pela oração. Quanto mais sintonizado você estiver, mais autoridade, terá para o ensino bíblico. Pela Palavra, Deus fala conosco e pela oração nós falamos com Ele. Apesar da oração ser uma conversa com Deus, essa conversa não deve acontecer de forma leviana, precisa estar pautada em sabedoria.
Vejamos o exemplo: Certa vez os discípulos de Jesus pediram a Ele que lhes ensinasse a orar. Como fruto desse pedido temos a “oração modelo” deixada por Jesus e que ficou conhecida como a oração do “Pai Nosso”. Nela aprendemos que a oração deve ser feita a Deus e no nome de Jesus. Muitos oram diretamente a Jesus, mas não foi assim que o próprio Jesus ensinou.
O preparo espiritual do professor, relacionado à oração, deve extrapolar o aspecto individual. No artigo “como ensinar a criança a orar” apresento alguns tipos de oração que podem ser também partes de uma oração, quando esta, puder ser mais longa. Assim devemos dirigir a Deus palavras de adoração, gratidão, pedido, intercessão, ação de graças… e depois encerrar a conversa no nome de Jesus.
Um professor que esmera-se na sua atividade de ensinar ora por seus alunos e, para fazer isso de forma eficiente precisa conhece-los em suas dificuldades e alegrias.
Mas como conhecer as crianças e suas famílias com tão pouco tempo de contato na igreja durante o Culto Infantil ou Escola Bíblica? Essa é uma ação desafiadora, por isso precisa haver uma intenção por parte do professor. O que sugiro como parte da estratégia para conhecer as crianças é separar uma agenda ou caderno em que cada folha seja reservada para uma criança. No decorrer do ano o professor pode acumular informações sobre cada aluno. Dessa forma terá como orar de forma específica por eles.
Preparo pedagógico: o preparo pedagógico diz respeito à forma como o ensino bíblico vai acontecer. Em se tratando de ensino infantil deve acontecer da forma mais criativa e diversificada possível, com visuais, atividades, brincadeiras, jogos, encenações, músicas; tudo escolhido de forma a contribuir com o ensino principal. Nada deve ser feito aleatoriamente.
Por todas estas razões e outras prováveis, o professor que reconhece o seu dom de ensino e esmera-se em sua tarefa de ensinar busca gradativamente o preparo espiritual, pedagógico e bíblico, contribuindo assim para o crescimento das crianças com as quais trabalha na igreja.
Dirigida a DEUS – Certa vez os discípulos pediram a Jesus que lhes ensinassem a orar. E Ele lhes mostrou um modelo que ficou conhecido como a “Oração do Pai nosso”… “Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome” Mateus 6.9. Quando Jesus inicia a oração modelo dizendo “Pai nosso que estás o céu” ele está nos dizendo que devemos orar a Deus. É comum vermos orações sendo dirigidas a Jesus, porém Ele mesmo nos ensinou a orarmos a Deus.
Feita em nome de JESUS – Em João 14.13- 14 Jesus orienta a pedir em Seu nome…. E diz “o que vocês pedirem em meu nome Eu farei”. Por isso você precisa ensinar as crianças a orar a DEUS e terminar a oração em NOME de JESUS.
Outra dica é só dizer “em nome de Jesus” para encerrar a oração para que essa frase não fique repetitiva e se torne um chavão, dito automaticamente depois de cada frase.
TIPOS DE ORAÇÃO
Oração de louvor e ações de graças
Em I Tessalonicenses 5. 16-18 o apóstolo Paulo dá algumas dicas importantes sobre a oração de louvor e ação de graças… “alegrar sempre no Senhor….. Orar sem cessar, ou continuamente e dar graças à Deus em todas as circunstâncias pois assim é a vontade de Deus”.
Antes de apresentarmos uma lista de pedidos a Deus devemos adora-lo, colocando-o no centro da nossa vida, sendo assim podemos adora-lo durante toda e qualquer atividade que fizermos. Os salmos são ricos em exemplos sobre louvor e adoração.
Oração de confissão
O arrependimento e a confissão diária, regular é a maneira pela qual recebemos o perdão de Deus e mantemos a vida cheia do Espírito Santo. O Salmo 66.18 diz o seguinte: “se eu guardar a iniquidade em meu coração, o senhor não me ouvirá”. Seguindo o conselho dos salmos, os versículos 23 e 24 do salmo 139, diz o seguinte: “sonda-me ó Deus, e vê se em minha conduta algo te ofende”.
Ao pedirmos a Deus para sondar o nosso coração precisamos dar tempo a Ele para nos mostrar quais atitudes devemos abandonar. Não podemos encurtar o tempo de confissão para chegarmos mais rápido à nossa lista de pedidos e necessidades. Nossa prática de confissão não deve ser superficial.
Oração de petição
Petição é o tipo de oração em que apresentamos a
Deus nossas necessidades, nossos medos, nossos anseios. É importante que as crianças aprendam a pedir a ajuda de Deus em suas dificuldades e tristezas. Em João 16.24 Jesus nos incentiva a pedir algo a Deus para que a nossa alegria seja completa.
É importante lembrar que o foco das nossas petições pessoais esteja de acordo com as prioridades de Deus para nossa vida. Em Filipenses 4. 6-7 o apóstolo Paulo nos orienta a não ficarmos ansiosos por coisa alguma, mas pela:
oração
suplica
e ação de graças apresentarmos nossos pedidos a Deus.
Oração de súplica
A súplica vai além do simples pedido. Ela tem um sentido de urgência, de situação grave. O motivo que leva quem ora, a suplicar a Deus um favor é envolto em emoções fortes e muitas vezes lágrimas.
A súplica pode estar presente na oração de petição, quando quem ora o faz em favor de si mesmo, bem como na oração de intercessão, quando quem ora o faz em favor de outrem.
Oração de intercessão
É o tipo de oração que focamos as necessidades dos outros. É quando oramos por alguém. Tiago capítulo 5. 14-18 nos ensina sobre a oração de intercessão quando alguém estiver doente.
A oração de intercessão deve permear toda a programação das campanhas de Missões, quer sejam Estaduais, Nacionais e Mundiais. Os líderes de crianças devem devem ensinar as crianças a orar em favor dos missionários e dos que estão ouvindo o evangelho. Além de estarem cumprindo uma orientação de Jesus, quando Ele nos mandou rogar ao senhor da seara para que mande trabalhadores para a Sua seara. Orando pelo outro, a criança estará aprendendo a ser
mais altruísta e menos egoísta.
ESPAÇOS PARA A ORAÇÃO
Espaço da alma: oração silenciosa ocupa o espaço da alma e pode acontecer em qualquer lugar onde estivermos, porque não existe barreira entre nosso espírito e o Espírito de Deus. Durante um trabalho físico ou uma viagem podemos estar em oração. A esse respeito o apóstolo Paulo declarou em I Tessalonicenses 5.17 “orai sem cessar”, ou seja onde estiver.
Espaço secreto ou reservado: Este é o tipo de oração feito de acordo com a orientação de Jesus de entrar no quarto e orar secretamente. É aquela oração com a presença apenas de você e Deus. Nesse caso a oração pode abranger todos os tipos: o louvor e a gratidão, a confissão, a petição, a súplica, a intercessão. Pode ser uma oração mais longa, pois você terá tempo suficiente para conversar com Deus sobre os vários assuntos que envolvem a oração;
Espaço coletivo: geralmente esses espaços são em cultos e encontros. Nesses ambientes as orações devem ser dirigidas a Deus numa forma objetiva, curta e específica. Sendo assim, se o dirigente do encontro lhe pedir para dirigir a Deus uma oração tendo como motivo a gratidão, dirija a Deus somente palavras de gratidão e agradecimentos relacionadas com o motivo do pedido e encerre, sempre em nome de Jesus.
CANTINHO DE ORAÇÃO
Como autora do material infantil de Missões Estaduais gosto de sugerir aos professores de crianças que montem no espaço do ministério infantil um cantinho para oração, com tapete e almofadas para que as crianças tenham um lugar confortável para orar.
A personagem Olívia da Missão IOCO representa a ORAÇÃO e ela tem uma almofada de valor sentimental em que ajoelha para orar à noite à beira da cama na hora de dormir. Você pode saber mais sobre a Olívia e sua almofada no livro “O ANIVERSÁRIO DA OLÍVIA”, em breve à disposição na livraria da editora CBM no endereço https://www.livrariacbm.com.br
Seguindo a dica da Olívia, vocês que são professores de crianças podem fazem uma campanha com as famílias para que façam almofadas para o cantinho de Oração das crianças.
É muito importante ensinar as crianças a orar do ponto de vista de Deus. Precisamos parar de ver a oração como uma forma de ter nossas necessidades supridas por Deus. A oração é muito mais. Ela é o meio pelo qual nos aproximamos de Deus, para adora-lo, para conhecê-lo melhor. A oração é um instrumento pelo qual Deus age em nós e através de nós.
A primeira coisa que você como líder de crianças precisa saber sobre a oração, é que antes de ensinar as crianças do seu ministério a orar, você precisa ter uma vida de oração. Pois a oração fará com que você tenha uma santificação cada vez mais profunda, tenha capacidade de ouvir a voz de Deus de maneira mais clara, tenha o poder espiritual na sua vida e ministério aumentado…. porque oração é relacionamento com Deus e agindo assim você terá autoridade para ensinar as crianças a orar.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa lista de tipos de oração podem ser etapas em uma mesma oração, quando esta for mais longa, realizada, segundo Mateus 6.6 que é aquela oração, à sós, em lugar reservado feita, com um tempo maior de encontro com Deus. E pode ser feita também de acordo com o objetivo. Por exemplo se o momento de oração for de louvor e adoração deve-se dizer apenas palavras que seja de adoração…..e terminar em nome de Jesus.